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Textos de opinião


Evania Vieira de Souza
Aluna do 3º ano - vespertino do Instituto Normal Superior Singularidades

Além do INADE...

Enquanto muita gente ainda estava discutindo a decepcionante atuação da seleção brasileira na copa de 2006, os resultados da Prova Brasil 2005 foram divulgados na imprensa sem causar nenhum grande impacto na população. Mais constrangedor ainda é saber que estas informações, sim, é que deveriam estar sendo alvo de grandes debates e comentários: quem serão os craques que nos salvarão? Por onde deveremos começar as jogadas? Será que nós professores, que sempre temos nosso papel avaliado e questionado, reconheceremos alguns erros técnicos e nos colocaremos na posição de atacantes? Ou seremos sempre zagueiros a nos defender em mutirão? Alguém precisa começar... O grande problema não é viver em uma sociedade que torce euforicamente por vitórias esportivas no futebol, o grande problema é deixar a educação na arquibancada.


Lais Helena B.
Aluna do 3º ano - matutino do Instituto Normal Superior Singularidades

A Prova Brasil pretendeu avaliar o desempenho escolar, em língua portuguesa e matemática das crianças matriculadas nas 4ª e 8ª séries do ensino fundamental em todo o país. Os resultados refletiram a situação precária em que ainda se encontra o ensino, considerando o que os alunos foram capazes de realizar. então, a questão que se repete é o desafio entre combinar universalização e qualidade, para garantir que as 96% das crianças brasileiras entre 7 e 14 anos possam verdadeiramente aprender.
Além de um ensino contextualizado, que faça sentido e signifique para o aluno uma relação com o saber, é urgente um investimento efetivo não somente em termos salariais, mas para favorecer sua formação. É necessário maior suporte como o apoio pedagógico na figura de assessores, maior estimulo para a produção de material didática e uma carga horária condizente com a urgência em sanar as deficiências estruturais decorrentes das opções políticas adotadas nos últimos 40 anos.
Esse dispositivo, nos moldes de uma avaliação externa, somente terá função na medida em que instigue um repensar da pratica. Se ficar restrita a questão estatística servira apenas como um “instrumento constatatório”, e não garantirá a transformação necessária para que a escola exerça sua única e legitima missão que é a de ensinar para hoje e para amanhã.

  • Ilustrações: Beth Kok
  • Desenvolvimento: Estúdio Girassol