Ano 8 - Nº 151 - 29/01/2010

DOCENTES MUITO ESPECIAIS
Conheça o trabalho das explicadoras do Rio de Jaineiro

OLIMPÍADAS EDUCACIONAIS
Confira as opções e como inscrever seus alunos

ENTREVISTA
Clermont Gauthier,
da Universidade de Laval, aborda a docência no Brasil
e no Canadá

CAPA
Tecnologias: elas mudam a realidade de professores e alunos











Apresentamos neste Jornal Virtual o artigo de Wagner Sanchez, mestre em Tecnologia da Informação e diretor acadêmico da Faculdade e Colégio Módulo. O texto é sobre um assunto que atinge diretamente muitos pais e, indiretamente, os professores. As dicas do autor podem ser úteis a você, se for pai ou mãe, e também podem ser repassadas aos responsáveis por seus alunos.

O videogame e as crianças

Minha filha de sete anos pergunta ao meu pai: “Vô, é verdade que quando o senhor era criança não havia televisão em sua casa?”. Meu pai responde que sim. Intrigada, ela devolve: “Então, onde vocês jogavam videogame?”

Este simples diálogo exibe a distância imensa entre gerações em relação aos avanços tecnológicos e mostra por que nós, pais, precisamos entender e dosar de forma correta o uso destas tecnologias. O videogame, como a maioria das tecnologias desta geração, possui vários atributos positivos. Mas possui também alguns atributos negativos, principalmente causados pelo uso excessivo ou pela falta de controle dos pais. A solução não é afastar tudo de nossos filhos, pois nesse caso eles não serão felizes em nossa sociedade.

No caso do videogame, podemos resumir dois grandes aspectos a serem observados. Primeiro, em relação ao tipo do jogo: com qual ensinamento ou costume seu filho sairá depois de jogar por algumas horas determinado game? Para esta análise, faça você mesmo um “teste-drive” com o game escolhido. Utilize-o, sinta-o. Depois de uma ou duas horas, faça uma análise de tudo que você aprendeu e sentiu. Avalie se deseja ou não tudo isto para o seu filho.

O segundo aspecto é em relação ao tempo diário de uso. Ele deve ser muito bem dosado com os outros afazeres da criança. Esta atividade deve competir – com pesos e prioridades diferentes na agenda – com os esportes, com a lição de casa, com o relacionamento com a família, com as brincadeiras entre amigos, ou seja, uma ou duas horas em alguns dias da semana. Não aconselho que o videogame seja usado diariamente. Ele pode ser trabalhado duas ou três vezes por semana e em eventos especiais, como aniversários ou reuniões de amigos.

Os pais devem procurar um equilíbrio para conseguir aproveitar o melhor da tecnologia sem sofrer com as consequências que seu uso desregrado pode causar a seus filhos. Em contrapartida, devem incentivar a prática de esportes e atividades físicas, pois, desta forma, estarão criando uma criança com hábitos saudáveis, além de prevenir as consequências que uma vida sedentária pode causar.

Uma solução tecnológica interessante é o Wii, um tipo de videogame que tenta tirar o sedentarismo que os modelos tradicionais trazem para os nossos jovens. Esta inovação consegue tirar crianças e até os adultos mais sedentários do sofá, além de conseguir integrar muito bem os pais com os filhos, pois trazem em seu portfólio de jogos opções de esportes que agradam a ambos, como boliche, tênis e futebol, entre outros. Porém, como toda grande inovação, devemos estar atentos para um ponto negativo que vem intrigando principalmente os ortopedistas. São lesões causadas pelo uso excessivo ou até pelo uso sem um pré-alongamento ou pré-aquecimento, principalmente em adultos sedentários que, de um dia para o outro, empolgam-se com o novo videogame, visando bater recordes e vencer jogos em disputa com amigos e até filhos.

Texto de Wagner Sanchez – especialista em Educação, consultor na área de Tecnologia e Gestão, e diretor acadêmico da Faculdade e Colégio Módulo. E-mail: wagner@colegiomodulo.com.br

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Boa leitura!

Mariana Branco

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