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Apresentamos
neste Jornal Virtual o artigo de Wagner Sanchez,
mestre em Tecnologia da Informação e diretor
acadêmico da Faculdade e Colégio Módulo. O texto
é sobre um assunto que atinge diretamente muitos
pais e, indiretamente, os professores. As dicas
do autor podem ser úteis a você, se for pai ou
mãe, e também podem ser repassadas aos
responsáveis por seus alunos.
O videogame e as crianças
Minha filha de sete anos
pergunta ao meu pai: “Vô, é verdade que quando o
senhor era criança não havia televisão em sua
casa?”. Meu pai responde que sim. Intrigada, ela
devolve: “Então, onde vocês jogavam videogame?”
Este simples diálogo exibe a distância imensa
entre gerações em relação aos avanços
tecnológicos e mostra por que nós, pais,
precisamos entender e dosar de forma correta o
uso destas tecnologias. O videogame, como a
maioria das tecnologias desta geração, possui
vários atributos positivos. Mas possui também
alguns atributos negativos, principalmente
causados pelo uso excessivo ou pela falta de
controle dos pais. A solução não é afastar tudo
de nossos filhos, pois nesse caso eles não serão
felizes em nossa sociedade.
No caso do videogame, podemos resumir dois
grandes aspectos a serem observados. Primeiro,
em relação ao tipo do jogo: com qual ensinamento
ou costume seu filho sairá depois de jogar por
algumas horas determinado game? Para esta
análise, faça você mesmo um “teste-drive” com o
game escolhido. Utilize-o, sinta-o. Depois de
uma ou duas horas, faça uma análise de tudo que
você aprendeu e sentiu. Avalie se deseja ou não
tudo isto para o seu filho.
O segundo aspecto é em relação ao tempo diário
de uso. Ele deve ser muito bem dosado com os
outros afazeres da criança. Esta atividade deve
competir – com pesos e prioridades diferentes na
agenda – com os esportes, com a lição de casa,
com o relacionamento com a família, com as
brincadeiras entre amigos, ou seja, uma ou duas
horas em alguns dias da semana. Não aconselho
que o videogame seja usado diariamente. Ele pode
ser trabalhado duas ou três vezes por semana e
em eventos especiais, como aniversários ou
reuniões de amigos.
Os pais devem procurar um equilíbrio para
conseguir aproveitar o melhor da tecnologia sem
sofrer com as consequências que seu uso
desregrado pode causar a seus filhos. Em
contrapartida, devem incentivar a prática de
esportes e atividades físicas, pois, desta
forma, estarão criando uma criança com hábitos
saudáveis, além de prevenir as consequências que
uma vida sedentária pode causar.
Uma solução tecnológica interessante é o Wii, um
tipo de videogame que tenta tirar o sedentarismo
que os modelos tradicionais trazem para os
nossos jovens. Esta inovação consegue tirar
crianças e até os adultos mais sedentários do
sofá, além de conseguir integrar muito bem os
pais com os filhos, pois trazem em seu portfólio
de jogos opções de esportes que agradam a ambos,
como boliche, tênis e futebol, entre outros.
Porém, como toda grande inovação, devemos estar
atentos para um ponto negativo que vem
intrigando principalmente os ortopedistas. São
lesões causadas pelo uso excessivo ou até pelo
uso sem um pré-alongamento ou pré-aquecimento,
principalmente em adultos sedentários que, de um
dia para o outro, empolgam-se com o novo
videogame, visando bater recordes e vencer jogos
em disputa com amigos e até filhos.
Texto de Wagner Sanchez – especialista em
Educação, consultor na área de Tecnologia e
Gestão, e diretor acadêmico da Faculdade e
Colégio Módulo. E-mail:
wagner@colegiomodulo.com.br
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Enquanto isso, no Blog
Educação em pauta ...
A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo
acaba de divulgar o período de inscrições para o
concurso destinado ao provimento de 10.083 vagas
para professores do ensino fundamental (PEB II).
As inscrições poderão ser feitas no site da
Fundação Carlos Chagas (www.concursosfcc.com.br).
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Educacional. Acesse:
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Boa leitura!
Mariana Branco
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