
Soninha Francine, todo mundo sabe, fumou maconha. E não
escondida: saiu na capa da revista Época assumindo o que fazia. Isto
foi há oito anos. Hoje tem um cargo importante na Prefeitura: é
vice-prefeita da Lapa. Esta noite (quarta-feira passada) está sendo
esperada por universitários do Instituto Singularidades, em Pinheiros,
para falar de drogas e jovens. Como abordará a questão da maconha?
Entra no pequeno auditório, cheio. Quem não a
conhece achará que é mais uma universitária chegando para a palestra.
Jeans do estilo "surrado", camiseta, tênis de pano, colares de
vidrilhos. O blusão, tirou e amarrou à cintura. Começa: "Alguém aí já
usou droga?" Risos, e tal. "Eu já usei duas vezes, hoje. Tomei dois
cafés." Define café como droga estimulante. É o ponto de partida para
falar das drogas lícitas, como álcool, e ilícitas, como a maconha.
Quanto a estas, diz que é preciso ao menos poder falar, sem medo.